quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Ermida de Santa Bárbara do Degebe






















Ermida de Santa Bárbara do Degebe
Distrito de Évora, Concelho de Évora, Junta de Freguesia de Santa Bárbara do Degebe
Monumento sem Classificação
Fica este modesto templete a cerca de 4 Km da cidade, na berma da Estrada Nacional 254 e nas proximidades da margem direita do rio Degebe.
Apresenta características dos finais do séc. XVIII, dentro do espírito da arquitectura religiosa rústica regional. A ermida está voltada na linha da estrada pública, para ocidente, com discreta frontaria adornada por portado de granito emoldurado, de verga semicircular e frontão de enrolamento centrando óculo e painel da padroeira, ao presente rebocado.
Lateralmente e contrafortadas, ficam as pilastras escaioladas, de fachos estilizados nos acrotérios; o campanário, desadornado de sineta e decorado por romeiras de estuque, olha ao norte. A capela, onde se celebra, anualmente, a festividade num Domingo de Setembro, foi restaurada, senão concluída, no ano de 1821.
O seu interior, em planara rectangular, é de extrema pobreza ornamental. No tecto, de alvenaria caiada de branco, existe ingénuo quadro parietal com representação da simbólica torre da padroeira; o altar, aberto em nicho muito simples, no fundo da ousia, conserva a imagem de Santa Bárbara, de terra-cota policroma, no género semi-erudito, trajando ao gosto da época de D. João V.
A banqueta, incluindo um Crucifixo de arte popular, de madeira, não tem qualquer interesse artístico.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Hospital do Patrocínio






















Hospital do Patrocínio
Distrito de Évora, Concelho de Évora, Freguesia de Nossa Senhora da Saúde
Monumento sem Classificação

Acesso
Av. São João de Deus
Enquadramento
Urbano, extramuros
Utilização Inicial
Hospitalar: hospital
Utilização Actual
Hospitalar: hospital
Cronologia
1960, década de - início da construção; 1990, década de - fim das obras.
Tipologia
Arquitectura civil, hospitalar.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Chafariz d'el Rei






















Chafariz d'el Rei
Distrito de Évora, Concelho de Évora, Junta de Freguesia da Senhora da Saúde
Monumento em Vias de Classificação
Acesso
R. do Chafariz Del-Rei
Enquadramento
Urbano, no alinhamento da rua pública, adossado a edifício de 2 pisos, harmónico.
Descrição
Paredão rebocado e caiado, delimitado por cunhais a cor amarela, de granito, e rematado por ameias e merlões chanfrados rebocados e caiados; ao centro merlão mais elevado ostentando lápide de mármore branco, com a representação da cruz de Cristo e a seguinte legenda: MANUEL, REI DE PORTUGAL, DAQUEM E DALEM MAR EM AFRICA E SENHOR DA GUINÉ ANO 1497; sob ela as armas de Portugal inscritas em moldura de verga curva e pequena lápide com a inscrição CME. Tanque de planta rectangular, baixo, quase ao nível do passeio calcetado, delimitado por vários malhões de perfil curvo.
Utilização Inicial
Equipamento: chafariz
Utilização Actual
Equipamento: chafariz
Propriedade
Pública: municipal
Cronologia
1497 - construção por ordem do Rei Dom Manuel, segundo lápide no merlão central.
Tipologia
Arquitectura civil, gótica. Chafariz de espaldar e tanque baixo. Integra-se num conjunto de fontes e chafarizes, urbanos - Chafariz do Geraldo, Chafariz das Portas de Moura, Fonte do Largo de Aviz e Fonte Nova -, periurbanos - Chafariz do Rossio de São Braz e Chafariz das Bravas - e rurais - Chafariz da Quinta do Arcediago -, cujos mais antigos exemplares remontam ao séc. 15.
Características Particulares
O paredão encimado por friso de ameias, merlões chanfrados e lápide axial com a Cruz de Cristo e as armas de Portugal.
Dados Técnicos
Estrutura autoportante
Materiais
Alvenaria rebocada e caiada, mármore, granito
Construído no ano de 1497 a mando d'El Rei D. Manuel, conforme a legenda em latim inscrita em placa de mármore, este chafariz foi alvo de intervenções de restauro que lhe restituíram o aspecto original (ESPANCA, Túlio, 1966). De facto, em 1966 subsistiam apenas cinco das vinte e duas ameias que originalmente rematavam o muro de alvenaria, com cunhais em granito. A ameia central de grandes dimensões, exibe uma placa de mármore com a cruz da Ordem de Cristo e a inscrição referente às origens do Chafariz. Por baixo, as armas de Portugal, compostas por castelos, cinco quinas e coroas, que segundo Túlio Espanca resultam de uma interpretação arcaica das mesmas. Num registo ainda mais inferior, outra placa apresenta as iniciais CME. O tanque, em granito e de planta quadrangular, está protegido por pilaretes circulares, de feitura rústica, que a circundam, e serviam de apoio aos transeuntes ou de amarra para os animais. Ainda de acordo com Túlio Espanca, terão desaparecido em 1966 alguns destes malhões de pedra, por avançavam excessivamente para a Estrada Nacional.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Resultado da Votação (Freguesia da Malagueira)

Terminada que está a votação para eleger o monumento vencedor da freguesia da Malagueira, informo que os resultados foram os seguintes:
1º Convento de São Bento de Cástris - 88% dos votos totais
2º Fonte da Quinta do Arcediago - 12%
3º Chafariz das Bravas - 0%
4º Edificio do CCRA - 0%
Pelo que o apurado, e considerado pelos visitantes o mais belo monumento da freguesia da Malagueira de forma unanime foi:
Convento de São Bento de Castris
Aproveito para lançar já a segunda votação, terminado que está o levantamento dos monumentos correspondentes à Freguesia da Horta das Figueiras, apelando ao voto dos visitantes.
Domingo estaremos de volta com uma nova freguesia.
Até lá, um bom fim de semana para todos.

Igreja e Antigo Convento de Nossa Senhora dos Remédios














































Igreja e Antigo Convento dos Remédios
Distrito de Évora, Concelho de Évora, Freguesia da Horta das Figueiras
Monumento sem Classificação
Acesso
Av. de Lisboa
Enquadramento
Urbano, extramuros
Utilização Inicial
Religiosa: convento de carmelitas descalços
Utilização Actual
Cultural: departamento de arqueologia / Cultural: sede de grupo musical (igreja)
Propriedade
Pública: municipal
Arquitecto Construtor Autor
ARQUITECTO: Vítor Figueiredo (projecto de recuperação)
Cronologia
Séc. 16 - instalação dos carmelitas descalços em Évora frente àTorre de menagem mas fora da muralha fernandina, na sequência da remodelação da Ordem do Carmo; 1614 - sagração da igreja; 1663, Maio - durante a Guerra da Independência o convento tem papel de relevo nos assédios de Évora sendo palco de vários combates entre castelhanos e portugueses; 1820, Julho .durante a 1º invasão francesa (Loison), o Convento é ocupado e saqueado; 1826 - 1853 - durante o reinado de D. Maria II o convento e a cerca são entregues à autarquia, sendo então a cerca já utilizada como cemitério público; 1895 e 1991 - obras de recuperação a cargo da autarquia e instalação do Departamento de Arqueologia e do Grupo Eborae Musica na Igreja; 1988 - 2004 - projecto de recuperação da autoria do arq. Vítor Figueiredo.
Tipologia
Arquitectura religiosa, quinhentista.
O Convento de Nossa Senhora dos Remédios fica situado junto à Porta de Alconchel, freguesia de Horta das Figueiras, na cidade de Évora. Esta casa religiosa foi fundada no ano de 1606, pelo Arcebispo de Évora D.Teotónio de Bragança, para os frades da Ordem dos Carmelitas Descalços.
O convento, erguido extra-muros, caracteriza-se arquitectonicamente pelas linhas severas impostas pelo Concílio de Trento. Na fachada principal, ornada com o brasão eclesiástico do fundador, destaca-se a imagem de mármore de Nossa Senhora dos Remédios. O convento adoptou esta denominação porque os carmelitas descalços, ao chegarem a Évora (antes da edificação do convento) ocuparam a antiga ermida de Nossa Senhora dos Remédios (na Rua do Raimundo).
O interior da igreja apresenta um notável conjunto de talha dourada do estilo barroco-rococó, sendo uma das igrejas eborenses mais rica desta arte. Em 1792, deu-se neste convento o famoso caso da Beata de Évora.
Após 1834 (Extinção das Ordens Religiosas em Portugal), o edifício e cerca entraram em posse do estado, que em 30 de Maio de 1839 o cedeu à Câmara Municipal de Évora, para instalação do cemitério público. Para entrada do cemitério felizmente se aproveitou, do demolido Mosteiro de São Domingos, o grandioso portal de mármore (1537), atibuído ao escultor Nicolau de Chanterene. Presentemente encontram-se instalados no antigo Convento o Conservatório Regional Eborae Musica, além de um núcleo museológico municipal.
A Igreja e o Convento de Nossa Senhora dos Remédios foram construídos no primeiro quartel do século XVII, em substituição do anterior convento, existente na Rua do Raimundo, sob a protecção do arcebispo D. Alexandre de Bragança, sendo a planta da responsabilidade do arq. Francisco de Mora.A igreja, sagrada em 1614, é um admirável testemunho do primeiro barroco em Évora, tem nave de planta rectangular, com quatro tramos e a capela-mor está decorada com opulento altar de talha dourada dos artistas eborenses irmãos Abreu do Ó (século XVIII). A construção do edifício veio a reflectir a grande austeridade, produto do contexto temporal, e da severidade de costumes e conduta da ordem (“Carmelitas descalços”), dando origem a uma grande simplicidade de meios formais e materiais. Do antigo convento destaca-se a sacristia e o seu notável paramenteiro, os silhares de azulejo, o claustro e as celas dos monges. Desde 1840 a sua cerca é utilizada como Cemitério Público, e possui um portal renascentista oriundo da demolida Igreja de S. Domingos, atribuído a Nicolau Chanterene.A intervenção no Convento de Nossa Senhora dos Remédios (projecto de Vítor Figueiredo – Gabinete de Arquitectura, Lda) destina-se a albergar o Centro de Conservação e Restauro - Núcleo de Arqueologia da CME - e Instalações Polivalentes para actividades culturais. O projecto prevê que a cave seja ocupada pelo do Centro de Conservação e Restauro, reservando contudo, uma área encerrada para arrecadação de material de uso eventual do Espaço PolivalenteNo piso térreo, em relação ao Convento, o princípio que norteou a proposta foi o de criar no edifício um pólo de atracção para a cidade, dimensionado e vocacionado de forma a não ser um equipamento destinado apenas à Conservação e Divulgação do Património Arqueológico. Assim, salvaguardaram-se as instalações de Conservação e Restauro adequando-as às suas necessidades reais, oferecendo em contrapartida todo um espaço aberto ao público que possibilita a fruição do edifício, particularmente do claustro, e permite uma utilização de âmbito alargado.A intenção de conseguir que o local seja um lugar vivo de convívio, determinam a solução de uma Cafetaria que pode funcionar com total independência do resto do edifício e ainda, como valor apelativo, a criação da zona de "Cibercafé" no piso superior. As instalações do Centro de Conservação e Restauro são constituídas pelo compartimento da Recepção do Material Arqueológico, com acesso directo ao exterior e ligação à cave, pátio exterior e área correspondente do piso superior – Sala de Estudo e Investigação – comunicando ainda com o Espaço Polivalente e o Claustro de forma a garantir às restantes instalações o acesso vertical independente às instalações do piso superior.No piso 1 esta prevista o funcionamento de instalações de apoio a actividades culturais. Segue-se um espaço / galeria debruçado sobre o Claustro, destinado a estudo, convívio e actividades complementares. A zona do convento será ocupada com uma área pública polivalente, servida por escada e elevador e que se articula em envolvência ao Claustro.Actualmente, o piso térreo está ocupado pelo Núcleo Megalithica Ebora, um espaço expositivo permanente, dedicado à interpretação do território eborense durante os períodos megalítico e romano.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Votação a Terminar!

Bem, falta apenas um dia para terminar a votação relativa à "maravilha" vencedora da Freguesia da Malagueira, pelo que aproveitem para votar e ajudar o monumento que preferirem a vencer.
Relembro que terminada esta votação, o monumento vencedor será o apurado para a final do concelho, e que posteriormente o vencedor do concelho ficará apurado para a final de distrito!
Por isso, vamos a votar!

Ermida de São Brás






















Ermida de São Brás
Distrito de Évora, Concelho de Évora, Freguesia da Horta das Figueiras
Monumento Nacional
Acesso
Rossio da Corredoura, ou de São Brás, no topo S..
Enquadramento
Urbano, em cota estável da base SO. da colina de Évora, isolada num dos topos do antigo Rossio, pouco harmonizada com o ambiente envolvente, urbanização dos inícios do Séc. 20.
Descrição
Planta centralizada quadrangular, orientada, alongada no sentido E. - O., composta pela articulação horizontal de nártex, nave e ábside. Coberturas diferenciadas para cada um dos elementos e desniveladas, em terraço visitável coberto de telhas para os dois primeiros e em telhado cupular para a ábside. A fachada principal é definida pelo nártex, de abóbada ogival, rematado nos cunhais por dois graciosos torreões cilíndricos coroados de merlões e coruchéus cónicos rematados por ornamento pinacular; abre-se ao exterior através de três amplos vãos de arco quebrado descarregando em fortes pilares de três colunas cilíndricas, de alvenaria com capitéis graníticos de ornamentação vegetalista, uma carregando a crista da ogiva e as outras a queda arcatura; a frontaria é rasgada por estreito pórtico e por par de janelões. Fachadas laterais de seis panos definidos pelo ritmo dos contrafortes em forma de torres, similares aos do nartex; cimalhas coroadas de merlões. Na cabeceira um sólido corpo cúbico de paramentos cegos, contrafortado nos cunhais por dois outros torreões rematados por coruchéus; ressaltam nas ilhargas, a N. e a S., dois pequenos cubelos, mais baixos, a que correspondem as sacristias, de cunhais arredondados e coroados de merlões, com frestas de arco quebrado. Inúmeras gárgulas de figuração zoomórfica ligam-se a um complicado e eficaz sistema de condutas e caleiras. INTERIOR: nave com abóbada de canhão e volta perfeita; paredes revestidas de altos silhares de azulejos verdes e brancos, em axadrezado, de tonalidade irisada. A capela-mor, com cúpula esférica e iluminada por duas frestas laterais, é igualmente revestida, integralmente, por azulejos similares. As sacristias têm coberturas em ogiva nervurada, com fechos heráldicos.
Utilização Inicial
Cultual / hospitalar / assistencial
Utilização Actual
Cultual. Sede da paróquia
Propriedade
Pública: estatal
Cronologia
1480 - início da edificação no local onde existia pequena gafaria em madeira segundo a tradição; 1490 -já se encontra aberta ao culto; Séc. 18 - reforma da frontaria.
Tipologia
Arquitectura religiosa, gótica, manuelina, chã, mudéjar, joanina. O edifício tem réplicas em Santo André de Beja e São Sebastião de Alvito. Capitéis do nartex mudéjares; azulejos da nave e capela-mor de estilo sevilhano de finais de Quatrocentos; frontaria joanina.
Características Particulares
Edifício considerado como fundador do estilo manuelino mudéjar, chão, alentejano.
Dados Técnicos
Estrutura autónoma
Materiais
Alvenaria, cantaria de granito, mármore de Estremoz em elementos secundários, silhares de azulejaria a forrar os paramentos interiores e alguns elementos de cobertura.
Observações
Todo o edifício ficou alteado em relação à envolvência, em sólida plataforma com escadaria frontal e pequena escada lateral, da banda N., gradeado, em resultado de obras de integração realizadas já durante este século. Perdeu posteriormente a escadaria frontal. Muito provavelmente, a sacralização do lugar, que ainda no Séc. 15 devia ser um vasto terreiro ermo contíguo ao caminho que circundava a cidade pela banda S. (SAA, 1964), é muito remota e ao actual templo pode ter precedido singela ermida de que se perdeu a memória.
A Ermida de São Brás, situada extra-muros no Rossio de São Brás, foi mandada construir por D. João II, no local onde já existiria uma pequena gafaria provisória em madeira, erguida para tratar dos doentes afectados pela peste que assolou o país em 1479-80. O povo de Évora, o rei e o bispo executor da obra, D. Garcia de Meneses, mostravam assim a sua devoção por São Brás, a quem se rezava habitualmente aquando de uma epidemia. A obra, cuja licença eclesiástica data de 7 de Setembro de 1480, terá começado em 1482, e a ermida já estava aberta ao culto em 1490 (ESPANCA, Túlio, 1966). O monumento, projectado por mestre desconhecido, é particularmente inovador na utilização de um estilo manuelino-mudéjar tipicamente alentejano, com sucessão de volumes escalonados, robustos e coroados por merlões, e inaugura na cidade a utilização, depois largamente divulgada em monumentos de todo o Alentejo, de elementos arquitectónicos como os contrafortes cilíndricos com coruchéus cónicos (PEREZ EMBID, Florentino, 1955, p.134). Juntamente com as igrejas dos Lóios e S. Francisco, este templo marca a introdução do tardo-gótico em Évora. Erguida sobre uma plataforma destinada a vencer um desnível do terreno, a ermida tem fachada principal com nártex aberto em três grandes arcos ogivais apoiados em meias colunas de alvenaria com capitéis vegetalistas, enquadrados por poderosos torreões cilíndricos ameiados. Neste pórtico terá existido uma decoração mural com as armas e o pelicano de D. João II, possivelmente perdida nas obras suecssivas que o templo sofreu (ESPANCA, Túlio, 1966). O corpo da igreja, todo caiado, possui catorze contrafortes cilíndricos, com os torreões do pórtico, terminados num friso de merlões chanfrados, e todos coroados por coruchéus cónicos. A cabeceira é um corpo cúbico, alargado lateralmente pelos volumes mais baixos e muito estreitos das sacristias, também ameiadas, onde se rasgam frestas ogivais. Sobre a capela-mor ergue-se o lanternim hexagonal, e no topo norte, deitando para a sacristia, destaca-se o campanário. De salientar ainda a sucessão de interessantes gárgulas de granito, de temática zoomórfica, ao longo do edifício. No interior de nave única, coberta por abóbada de volta perfeita, existem vários painéis de azulejo de padrão geométrico, em verde e branco, ainda quinhentistas e de ressonâncias mudéjares; os altares de talha dourada setecentista, um de cada lado da nave, são dedicados a São Romão e a Nossa Senhora das Candeias. Na capela-mor, o retábulo também em talha dourada enquadra uma escultura de madeira do santo padroeiro do templo, em edícula central. As pinturas são no geral arcaizantes, de nítida influência flamenga e interesse apenas regional, datáveis da segunda metade de quinhentos, embora respeitem a duas empreitadas distintas Guarda-se no Museu Regional de Évora parte do importante recheio de ourivesaria sacra, de prata dourada, da extinta Confraria de São Brás. Existe ainda algum mobiliário setecentista nas dependências da igreja, bem como uma pia de água benta, renascentista, em mármore.O templo sofreu beneficiações em 1573, custeadas pelo Cardeal-Infante D. Henrique, e constando basicamente de decorações murais nas paredes e abóbadas da nave e execução do retábulo de talha, mas as pinturas (e vários altares) ficaram destruídos em 1663, por ocasião dos bombardeamentos da cidade pelas tropas castelhanas, particularmente desastroso por a ermida se encontrar na cintura defensiva do Rossio de São Brás. Embora os trabalhos de restauro tenham começado imediatamente, os últimos vestígios das pinturas murais desapareceram nas reformas camarárias de finais do século XIX e início do século XX. Ainda hoje são visíveis alguns vestígios de um friso de esgrafitos, incluíndo emblemas manuelinos e temas geométricos, ao longo do remate superior da fachada, agora restaurada e pintada de novo.
Fonte: www.ippar.pt